quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

INFERNO, O DÊMONIO, E COMO VENDER SUA ALMA

Satã tem certamente sido o melhor amigo que a igreja já teve, pois ele tem cuidado dos seus
negócios todos esses anos. A falsa doutrina no Inferno e no Demônio tem permitido as igrejas
protestantes e católicas florescerem por muito tempo. Sem um demônio para apontar seus dedos,
os religiosos do caminho da mão branca não deveriam ter nada com que ameaçar os seus
seguidores. “Satã o deixa em tentação”; “Satã é depravado, cruel, brutal”, eles advertem. “Se você
cair na tentação do demônio, então seguramente sofrerá danação eterna e queimará no inferno”.
O significado semântico de Satã é o “adversário” ou a “oposição” ou o “acusador”. A real palavra
“devil” vem do indiano devi que significa “Deus”. Satã representa oposição a todas as religiões que
servem para frustrar e condenar o homem pelos seus instintos naturais. Ele tem sido conhecido
pelo papel de demônio porque ele representa os aspectos carnais, terrestres e mundanos da vida.
Satã, o principal demônio do Mundo Ocidental, foi originalmente um anjo cuja obrigação era
informar os pecados humanos a Deus. Não foi antes do Século XIV que ele começou a ser descrito
como uma divindade do mal que era parte homem e parte animal, como um bode com chifres e
cascos. Antes do cristianismo deram a ele os nomes de Satã, Lúcifer etc., o lado carnal da
natureza humana foi governado pelo deus que era então chamado Dionysus, ou Pan, descrito
como um sátiro ou fauno, pelos gregos. Pan foi originalmente um “bom moço” e simbolizava
fertilidade e fecundidade.
Sempre que as nações surgem sobre uma nova forma de governo, os heróis do passado se tornam
os vilões do presente. Assim é com a religião. Os cristãos mais primitivos acreditavam que as
divindades pagãs eram demônios, e usá-los era usar “magia negra”. Milagres celestes eram
denominados “magia branca”; esta era a exclusiva distinção entre as duas. Os velhos deuses
morreram, caíram no Inferno e se tornarão demônios. O “bogey”, “goblin” ou “bugaboo” usados
para apavorar crianças eram originários do eslavo “bog” que significa “god”, assim como “Bhaga”
em hindu.
Muitos prazeres respeitados antes do cristianismo foram condenados pela nova religião. Exigiu-se
uma pequena mudança para transformar os chifres e as patas de Pan no mais convincente
demônio! Os atributos de Pan seriam cuidadosamente transformados em acusação com punição
dos pecados, e então a metamorfose estava completa.
A associação do bode com o demônio é encontrada na Bíblia Cristã, no dia mais santo do ano, “the
Day of Atonement”, era celebrado sorteando dois bodes “sem mácula”, um para ser oferecida ao
Senhor e outro a Azazel. Os bodes carregando os pecados das pessoas eram encaminhadas ao
deserto e se tornavam “bodes expiatórios”. Esta é a origem do bode que é ainda usado nas
cerimônias maçônicas de hoje assim como era usado no Egito, onde uma vez por ano era
sacrificado a Deus.
Os demônios da espécie humana são muitos, e suas origens diversificadas. A execução do ritual
satânico não adota a denominação obsoleta de demônios; esta prática é seguida apenas por
aqueles que têm medo das forças que conjuram.
Supostamente, demônios são espíritos malevolentes com atributos que conduzem à deterioração
de pessoas ou eventos que eles têm contato. A palavra grega “demon” significa um espírito
guardião ou uma fonte de inspiração, e esteja certo, mais tarde teológicos inventaram legiões
destes pressagiadores de inspiração - todos perigosos.
Uma indicação de sua covardia de “mágicos” do caminho da mão direita é a prática do chamado
de um particular demônio (que deveria supostamente ser um favorito do Demônio) para fazer sua
oferta. A suposição que este demônio, sendo somente um servo do Demônio, é mais fácil de
controlar.

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